Got a load of trouble on my shoulders.
Got a lot of noise inside my mind
And I can’t decide and I can’t decide if I’m satisfied being all alone.
We all have days, and there is no way.
We all have these days and there’s no way that I’m all alone.
We all have these days and there’s no way that I’m all alone…
quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
E, por amor, se precisar, sempre me transformo.
Amo duas vezes: sendo e falando. Tenho o costume de explicar meu gosto. Não direi "eu sou assim, azar dos outros". Não sou ninguém sem os outros. O inferno é eu comigo.
(...)
(...)
Amo ser a pessoa mais importante de alguém.
Amo, no fim, três vezes: sendo, falando e escrevendo.
E, por amor, se precisar, sempre me transformo.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
O lobo da Estepe.
O Lobo da Estepe perecia por sua própria independência. Havia alcançado sua meta, seria sempre independente, ninguém haveria de mandar nele, jamais faria algo para ser agradável aos outros. Só e livre, decidia sobre seus atos e omissões. Pois todo homem forte alcança indefectivelmente o que um verdadeiro impulso lhe ordena buscar. Mas em meio à liberdade alcançada, Harry compreendia de súbito que essa liberdade era a morte, que estava só, que o mundo o deixara em paz de uma inquietante maneira, que ninguém mais se importava com ele, nem ele próprio, e que se afogava aos poucos numa atmosfera cada vez mais ténue de falta de relações e de isolamento.
Havia chegado ao momento em que a solidão e a independência já não eram seu objetivo e seu anseio, mas antes sua condenação e sua sentença. O maravilhoso desejo fora realizado e já não era possível voltar atrás e de nada valia agora abrir os braços cheio de boa vontade e nostalgia, disposto à fraternidade e à vida social.
Tinham-no agora deixado só.
Não que fosse motivo de ódio e de repugnância. Pelo contrário, tinha muitos amigos. Um grande número de pessoas o apreciava. Mas tudo não passava de simpatia e cordialidade; recebia convites, presentes, cartas gentis, mas ninguém vinha até ele, ninguém estava disposto nem era capaz de compartilhar de sua vida.
Agora rodeava-o a atmosfera do solitário, uma atmosfera serena da qual fugia o mundo em seu redor, deixando-o incapaz de relacionar-se, uma atmosfera contra a qual não podia prevalecer nem a vontade nem o ardente desejo. Esta era uma das características mais significativas de sua vida.
[O Lobo da Estepe - Hermann Hesse]
Havia chegado ao momento em que a solidão e a independência já não eram seu objetivo e seu anseio, mas antes sua condenação e sua sentença. O maravilhoso desejo fora realizado e já não era possível voltar atrás e de nada valia agora abrir os braços cheio de boa vontade e nostalgia, disposto à fraternidade e à vida social.
Tinham-no agora deixado só.
Não que fosse motivo de ódio e de repugnância. Pelo contrário, tinha muitos amigos. Um grande número de pessoas o apreciava. Mas tudo não passava de simpatia e cordialidade; recebia convites, presentes, cartas gentis, mas ninguém vinha até ele, ninguém estava disposto nem era capaz de compartilhar de sua vida.
Agora rodeava-o a atmosfera do solitário, uma atmosfera serena da qual fugia o mundo em seu redor, deixando-o incapaz de relacionar-se, uma atmosfera contra a qual não podia prevalecer nem a vontade nem o ardente desejo. Esta era uma das características mais significativas de sua vida.
[O Lobo da Estepe - Hermann Hesse]
Seja tão idiota como os que o foram contigo e assim, preserva teu coração.
Vai, não seja assim! Não fale a verdade, não se entregue, não se doe. As pessoas não querem a verdade. O que elas querem são só os benefícios de uma ocasião. De que importa a doação, a entrega e a sinceridade?? Só importa na hora de juntar teus cacos, fechar tua armadura e olhar tua cara de palhaço. Vai, não seja assim! Não se doe, não se entregue, não fale a verdade… seja tão idiota como os que o foram contigo e assim, preserva teu coração.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Meu lado de dentro não é vácuo nem rua sem saída.
No dia em que caí no desequilíbrio e esfolei minha carne no asfalto eu não compreendi que era necessário olhar pra dentro e saber o momento de frear; de parar; de largar a larva e abraçar a borboleta num vôo ainda dolorido, mas despido de vaidades e velocidades juvenis.
Hoje, confesso, não sei dizer se meus pés tocam o mesmo chão de outrora. Sei que ainda não é hora era de sair de mim. Pelo contrário. O momento é de me ser e esse eu, pra engano seu, não é a porção visível da minha pele, esse eu é a poeira do universo. Ao me plantar no diverso de mim não ouso a arrogância de me sentir só. Meu lado de dentro não é vácuo nem rua sem saída. É uma bonita tentativa de suavizar o caos. De me conectar ao que sou. Ao que somos.
[Fábio Chap]
Hoje, confesso, não sei dizer se meus pés tocam o mesmo chão de outrora. Sei que ainda não é hora era de sair de mim. Pelo contrário. O momento é de me ser e esse eu, pra engano seu, não é a porção visível da minha pele, esse eu é a poeira do universo. Ao me plantar no diverso de mim não ouso a arrogância de me sentir só. Meu lado de dentro não é vácuo nem rua sem saída. É uma bonita tentativa de suavizar o caos. De me conectar ao que sou. Ao que somos.
[Fábio Chap]
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Meu bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Prá quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo
[Roberto Carlos]
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Prá quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo
[Roberto Carlos]
quinta-feira, 10 de julho de 2014
“Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada.”
— A menina que roubava livros.
— A menina que roubava livros.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
De distâncias levadas a cabo, de ressentimentos infiéis...
De distâncias levadas a cabo, de ressentimentos infiéis,
de hereditárias esperanças misturadas com sombra,
de assistências dilaceradoramente doces
e dias de veia transparente e estátua floral,
o que subsiste no meu vocábulo escasso, no meu frágil produto?
[Pablo Neruda]
de hereditárias esperanças misturadas com sombra,
de assistências dilaceradoramente doces
e dias de veia transparente e estátua floral,
o que subsiste no meu vocábulo escasso, no meu frágil produto?
[Pablo Neruda]
segunda-feira, 7 de julho de 2014
“Me dei conta, depois da vida me estapear a cara diversas vezes, que quem te quer faz o possível e o impossível para ficar contigo. É simples. Não é complicado ou complexo, não. A gente é que coloca vírgulas, exclamações e interrogações. Mas o amor de verdade é cheio de reticências, de continuidade. Porque você quer. E a outra pessoa também.”
— Clarissa Corrêa.
— Clarissa Corrêa.
A vida precisa ser paixão para ser vida.
A vida precisa ser paixão para ser vida, calada, ou faladora, taciturna ou desvairada, mas paixão.
O meio termo cabe às almas medíocres, prudentes, formalistas. (...)
Não é fácil arrancar espinhos.
Às vezes nos é mesmo custoso amputar o membro todo, mesmo correndo o perigo das hemorragias.
E fica-se à espera de coragem.
[Marques Rebelo em O Trapicheiro.]
O meio termo cabe às almas medíocres, prudentes, formalistas. (...)
Não é fácil arrancar espinhos.
Às vezes nos é mesmo custoso amputar o membro todo, mesmo correndo o perigo das hemorragias.
E fica-se à espera de coragem.
[Marques Rebelo em O Trapicheiro.]
domingo, 6 de julho de 2014
Que diabo.
Nunca se saberá como isto deve ser contado, se na primeira ou na segunda pessoa, usando a terceira do plural ou inventando constantemente formas que não servirão para nada. Se fosse possível dizer: eu viram subir a lua, ou: em mim nos dói o fundo dos olhos,e principalmente assim:tu mulher loura eram as nuvens que continuam correndo diante de meus teus seus nossos vossos seus rostos.Que diabo.
[Julio Cortazar em As babas do diabo]
[Julio Cortazar em As babas do diabo]
sábado, 5 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Quer dor maior?
“Então vai lá: domine seu mundo, assuste seus monstros, afaste seus medos, crie suas expectativas, derrube suas angústias, acabe com sua ansiedade, preserve sua humildade, afogue seu ego, afague sua simplicidade. Você é artista e não um figurante da sua arte. Domine-a. Eduque-a. Xingue-a. Maltrate-a. Ame-a. Respeite-a. Entende-a de a a z. Ela será sua por uma vida inteira e até um pouco mais. Então vai lá! Aconteça o que acontecer: faça! Faça o que fizer: aconteça! Faça acontecer ou morra com a amargura de ter vivido no “poderia ter feito, no poderia ter acontecido…” Quer dor maior?”
| — | Eu me chamo Antônio. |
“Ora veja… É o que sempre acontece às pessoas românticas: enfeitam uma criatura, até o último momento, com penas de pavão, e não querem ver, nela, senão o que é bom, muito embora sentindo tudo ao contrário. Jamais querem, antecipadamente, dar às coisas o seu devido nome. Essa simples ideia lhes parece insuportável. A verdade, repelem-na com todas as forças até o momento em que aquela pessoa, engalamada por elas próprias, lhes mete um murro na cara.”
| — | Dostoiévski |
quinta-feira, 3 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
And everyone says that I'm the upsetter
| Should've known from the call that you let out | |
| You're not alone and you're still in love | |
| And everyone says that I'm the upsetter | |
| But I'm alone and I'm so in love |
[Metronomy]
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