terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
domingo, 8 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Eu já esperei grandes histórias em pequenos bancos. E elas nunca apareceram. Eu já esperei pequenas paixões em bancos imensuráveis. Algumas até vieram. A gente nunca sabe exatamente a medida do que nos espera. Mas não há motivo para perder a esperança. O amor não precisa chegar, o amor já está. Ele é um banco silencioso e tímido e atento e cansado que aceita todos que passam por ele, mas só acomoda os que resolvem ficar.
[Pedro Gabriel - #EuMeChamoAntonio ]
[Pedro Gabriel - #EuMeChamoAntonio ]
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
A saudade, sozinha, é aquele sentimento bonito por algo bom que foi vivido algum dia e que compreendemos não nos pertencer mais. Mas a saudade temperada pelo melodrama, pela mania de querer tudo para si – como se o mundo não escolhesse por nós de vez em quando – é catastrófica.
Nathalí Macedo
Nathalí Macedo
Ouvi um velhinho dizer:
“Amei a mesma mulher durante 50 anos”.
Pensei no quanto isso era do caralho.
Até ele dizer:
“Queria que ela soubesse disso.”
Às vezes as pessoas fazem jogo duro,
porque precisam saber se os sentimentos do outro são reais.
Pensei no quanto isso era fodido.
Somos apenas caras.
Somos estúpidos ás vezes, muitas vezes.
Quantas vezes quis dizer:
“EU GOSTO DE VOCÊ”
E não disse.
Não quero chegar aos 90 anos,
morrer e pensar:
“Eu podia ter tentado”
Eu costumava ser mais feliz.
Hoje está tudo meio “tanto faz”
(...)
“Aproveita o gelo que vai me dar e me traz uma coca gelada”
Se você está cansado de joguinhos, de tanto faz,
dessas regras bobas.
Faça como eu.
Demita-se.
Sabe, esqueça essa teoria de não dar moral.
Se quer ligar, liga.
Vai lá, tenta,
quebre a cara,
acredite.
Sabe, pensar duas vezes é à distância entre os que sonham e os que vivem.
Então, viva.
Saia dessa.
Não viva desse jeito.
Onde você precisa esconder o que sente.
Só porque algumas pessoas disseram
que não se envolver é a melhor forma de viver.
Babaquice.
Limitar-se é um problema.
Limitar o sentimento é o pior deles.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
“Como me sinto? Como se colocassem dois olhos sobre uma mesa e dissessem a mim, a mim que sou cego: isso é aquilo que vê, essa é a matéria que vê. Toco os dois olhos sobre a mesa, lisos, tépidos ainda, arrancaram há pouco, gelatinosos, mas não vejo o ver. É assim o que sinto tentando materializar na narrativa a convulsão do meu espírito, e desbocado e cruel, manchado de tintas, essas pardas escuras do não saber dizer, tento amputado conhecer o passo, cego conhecer a luz, ausente de braços tento te abraçar.”
— Hilda Hilst
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Agora não se fala nada.
Agora não se fala mais
toda palavra guarda uma cilada
e qualquer gesto é o fim
do seu início;
agora não se fala nada
e tudo é transparente em cada forma
qualquer palavra é um gesto
e em sua orla
os pássaros de sempre cantam assim:
do precipício:
a guerra acabou
quem perdeu agradeça
a quem ganhou.
não se fala. não é permitido
mudar de idéia. é proibido.
não se permite nunca mais olhares
tensões de cismas crises e outros tempos
está vetado qualquer movimento
do corpo ou onde que alhures.
toda palavra envolve o precipício
e os literatos foram todos para o hospício.
e não se sabe nunca mais do fim. agora o nunca.
agora não se fala nada, sim. fim, a guerra
acabou
e quem perdeu agradeça a quem ganhou.
Agora não se fala nada
e tudo é transparente em cada forma
qualquer palavra é um gesto
e em sua orla
os pássaros de sempre cantam
nos hospícios.
Você não tem que me dizer
O número do mundo deste mundo
Não tem que me mostrar
A outra face
Face ao fim de tudo
Só tem que me dizer
O nome da república ao fundo
O sim do fim
Do fim de tudo
E o tem do tempo vindo;
Não tem que me mostrar
A outra mesma face ao outro mundo
(não se fala. não é permitido:
mudar de idéia. É proibido
não se permite nunca mais olhares
tensões de cismas crises e outros tempos
está vetado qualquer movimento.
(Torquato Neto)
domingo, 18 de janeiro de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
As ondas.
O nó na minha garganta vai diminuindo. Palavras juntam-se, grudam-se, atropelam-se umas por cima das outras. Não importa quais sejam. Empurram-se e trepam uma nos ombros das outras. As isoladas, as solitárias acasalam-se, cambaleiam, multiplicam-se. Não importa o que digo. Como um pássaro a esvoaçar, uma frase cruza o espaço vazio entre nós. Pousa nos lábios dele.
Virginia Woolf - As ondas
Virginia Woolf - As ondas
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
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