Ainda não sei o que vale a pena nessa vida. Porque nos apresentar pessoas tão distintas e marcantes se logo depois vai nos tirar à força? Talvez eu ainda precise entender que felicidade é o beijo que se dá no presente, não planos de futurismos baratos.
[Fábio Chap]
Mostrando postagens com marcador Fábio Chap. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábio Chap. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Te quis e não soube a hora certa.
Te quis e não soube a hora certa. Quis aquela hora. Quis imediatamente. E esse meu querer foi me ferindo. Pouco a pouco notei o engano, o terrível engano que foi me aproximar de você. Que foi querer você. Que foi amar você. Hoje descobri que há amores errados, sim. Que o destino erra em não corresponder. Que o destino erra ao nos cortar tanto. Há amores errados, sim. Que erram o caminho do carinho e pegam atalho nos ferimentos; na agressão ao coração. Há amores que erram por não saberem a hora de obedecer. Só tem um problema: é que a rebeldia e o erro me atraem de um jeito que não tem jeito. Parece que é no errado e no pecado que faço casa e me adapto. E me ergo. Te quis errado porque acertar não é meu foco. Minha meta é viver bem e feliz. Nem que seja por um triz da morte. Da dor.
[Fábio Chap]
terça-feira, 15 de julho de 2014
Meu lado de dentro não é vácuo nem rua sem saída.
No dia em que caí no desequilíbrio e esfolei minha carne no asfalto eu não compreendi que era necessário olhar pra dentro e saber o momento de frear; de parar; de largar a larva e abraçar a borboleta num vôo ainda dolorido, mas despido de vaidades e velocidades juvenis.
Hoje, confesso, não sei dizer se meus pés tocam o mesmo chão de outrora. Sei que ainda não é hora era de sair de mim. Pelo contrário. O momento é de me ser e esse eu, pra engano seu, não é a porção visível da minha pele, esse eu é a poeira do universo. Ao me plantar no diverso de mim não ouso a arrogância de me sentir só. Meu lado de dentro não é vácuo nem rua sem saída. É uma bonita tentativa de suavizar o caos. De me conectar ao que sou. Ao que somos.
[Fábio Chap]
Hoje, confesso, não sei dizer se meus pés tocam o mesmo chão de outrora. Sei que ainda não é hora era de sair de mim. Pelo contrário. O momento é de me ser e esse eu, pra engano seu, não é a porção visível da minha pele, esse eu é a poeira do universo. Ao me plantar no diverso de mim não ouso a arrogância de me sentir só. Meu lado de dentro não é vácuo nem rua sem saída. É uma bonita tentativa de suavizar o caos. De me conectar ao que sou. Ao que somos.
[Fábio Chap]
terça-feira, 29 de abril de 2014
Miseráveis que somos, não nos doamos.
"Somos esse grito pedindo pra ser ouvido. Esse ruído no ouvido da existência. Somos essa gente que clama o novo, mas age com velhos hábitos. E - nos achando sábios - encontramos fuga no orgulho. Aí é ferida pra tudo quanto é lado. É estrago. Danos irreparáveis. Miseráveis que somos, não nos doamos. Não mostramos a que viemos. O que fazemos é dar uma esmola ao coração do outro e ver no que dá. Porque nossa essência é mesquinha. Porque nos importa só o umbigo. Somos mentirosos em busca de responsáveis pela tragédia pouco romântica que é a vida. E de briga em briga, de morte em morte, vivemos na corda bamba da sorte. Sempre a provar que nossas ideias são melhores. Maiores. Mais sensatas e importantes, mas assim como antes, continuamos no limbo. Um purgatório onde poucos percorrem o único caminho que funciona: o amor."
Por [Fábio Chap]
Assinar:
Postagens (Atom)