Será que é normal se acostumar com pouco? Fico pairando sobre a dúvida - aceitar o outro como ele é, respeitar sua individualidade é muito importante em uma relação, mas aceitar permanecer quando isso é pouco e vazio, é deixar de respeitar o próprio desejo. O meu desejo é grande, intenso, bom. Mas ele é visto como luxo, como se eu não tivesse o direito de tê-lo - como se fosse demais pra mim. Tenho medo de estar sendo contaminada por esse pensamento. Medo de estar aceitando todo o vazio ao achar que tudo que quero é inalcansável e supérfluo. E no meio desse medo, já nem sei por que amei.
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domingo, 26 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
A coragem de criar
A terceira espécie de coragem é o oposto da apatia descrita acima, a que chamo coragem social. É a coragem de se relacionar com os outros seres humanos, a capacidade de arriscar o próprio eu, na esperança de atingir uma intimidade significativa. É a coragem de investir o eu, por certo tempo, num
relacionamento que exigirá uma entrega cada vez maior.
A intimidade requer coragem porque o risco é inevitável. Não é possível saber, logo no início, de que forma o relacionamento nos irá afetar. Crescerá, transformando-se, em auto-realização, ou nos destruirá? A única coisa certa é que, se nos entregarmos totalmente, para o bem e para o mal, não sairemos ilesos.
[Rollo May em "A coragem de criar"]
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Pra desconstruir é preciso ter tido antes a coragem de construir
Eu sempre disse: desconstruir dói, mas hoje vejo que depende muito do que foi construído. Muitos não tem a coragem de erguer sequer um jardim dentro de si.
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