domingo, 31 de agosto de 2014

:)

"Oh, love isn't there to make us happy, I believe it exists to show us how much we can endure."


~Herman Hesse, Peter Camenzind

Obriga-me.

E por que haverias de querer minha alma Na tua cama? Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas Obscenas, porque era assim que gostávamos. Mas não menti gozo prazer lascívia Nem omiti que a alma está além, buscando Aquele Outro. E te repito: por que haverias De querer minha alma na tua cama? Jubila-te da memória de coitos e de acertos. Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

[Hilda Hilst]

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eu escolho.

"Eu escolho 
um homem
que não duvide 
de minha coragem,
que não
me acredite
inocente,
que tenha
a coragem
de me tratar como
uma mulher."


Anaïs Nin

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Charles Bukowski me entende.

Parece que recebo mais felicidade entre quatro paredes do que no meio das pessoas. Para mim, nunca foi difícil ficar sozinho. Sempre foi melhor. Era algo natural. Sou como esses animais que cavam buracos, é meu instinto. Quando estou só, recarrego a bateria, construo. Já fui deprimido, suicida, mas nunca fui um solitário. Ser só significa que outra pessoa pode resolver seus problemas. Eu precisava era de mim mesmo.
— Charles Bukowski. 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Eu entendo o que você diz.

Eu entendo o que você diz.
Você deseja ser seduzida, admirada, está exausta de fazer esse trabalho.
Não pretende ser simpática, carinhosa, receptiva. Não pretende nada, farta de tentar, de ir atrás, de se arrepender, de amar por dois.
Você deseja não pensar agora, não tomar nenhuma decisão agora, não escolher nenhum lugar agora.
Você deseja ficar envolta em histórias para se distanciar de suas dores.
Você deseja sentir o medo chegando, o medo que é o primeiro sintoma da sinceridade.
Você deseja a tensão que só vem depois que todas as palavras foram usadas.
Você deseja a compreensão que é a vigília dos dedos em seus cabelos.
Você deseja o sexo antes do sexo, durante a escolha das frases.
Você deseja que o beijo seja apenas uma forma doce de se despedir e de se reencontrar.
Você deseja dar não apenas o seu corpo, mas o seu silêncio.
Você deseja que alguém segure seu rosto com as duas mãos, e que dê gosto para fechar os olhos em segurança.
Você deseja se ver protegida pelo ciúme, o charme do ciúme, não o coice do ciúme.
Você deseja não ter que se explicar, não ter que argumentar, não ter que provar coisa alguma.
Você deseja que o outro insista com ternura, que se prontifique a ficar perto, que assuma provisoriamente sua vida até que possa dar conta de tudo de novo.
Você deseja se sentir desejada. Como se fosse única, exclusiva.
O que mais deseja neste momento é ser insubstituível. Está cansada de tanto ver a eternidade morrer.
Você não precisa de milagres, mas de fé.
Sem fé, não tem nem como amar.

[Fabrício Carpinejar]
Eu não sou água 
pra me tratares assim
só na hora da sede
é que procuras por mim
a fonte secou
quero dizer que entre nós
tudo acabou
teu egoísmo me libertou
não deves mais me procurar
a fonte do meu amor secou
mas os teus olhos nunca mais hão de secar

[Paulinho da Viola] 
Ainda não sei o que vale a pena nessa vida. Porque nos apresentar pessoas tão distintas e marcantes se logo depois vai nos tirar à força? Talvez eu ainda precise entender que felicidade é o beijo que se dá no presente, não planos de futurismos baratos.

[Fábio Chap] 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

"Saindo da vida cronificada dos amores que fazem doer, das palavras que produzem feridas, dos encontros que germinam paixões, emoções e afetos sempre tristes e desvitalizadores"

Toda mulher que se aproximar de você será louca.

Se você somente enxerga os defeitos de sua companhia, você não está apaixonado.
Se você já espaça os encontros, você não está apaixonado.
Se você espera a madrugada chegar para se despedir, você não está apaixonado.
Se você faz três refeições ao dia, você não está apaixonado.
Se você descreve detalhes da transa aos amigos, você não está apaixonado.
Se você transforma o whatsApp em e-mail, você não está apaixonado.
Se você não embarca no primeiro táxi para vê-la, você não está apaixonado.
Se você é passional no sexo e não disfarça a solidão depois dele, você não está apaixonado.
Se você desliga rápido o telefone e não sofre com a separação da voz, você não está apaixonado.
Se você não dispara a contagem regressiva para a próxima vez, você não está apaixonado.
Se você não aguenta confissões, você não está apaixonado.
Se você pode escolher, você não está apaixonado.
Se você é paciente, compreensivo e generoso, você não está apaixonado.
Se o passado dela não interessa, você não está apaixonado.
Se ela soa abusiva, invasiva, carente, desesperada, inadequada, é que você não está apaixonado.
Toda mulher que se aproximar de você será louca.
Mas, quando você estiver apaixonado, tenha certeza que estará tão louco quanto ela, a ponto de não se incomodar nem um pouco em assumir uma loucura maior que é a vida a dois.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Te quis e não soube a hora certa.

Te quis e não soube a hora certa. Quis aquela hora. Quis imediatamente. E esse meu querer foi me ferindo. Pouco a pouco notei o engano, o terrível engano que foi me aproximar de você. Que foi querer você. Que foi amar você. Hoje descobri que há amores errados, sim. Que o destino erra em não corresponder. Que o destino erra ao nos cortar tanto. Há amores errados, sim. Que erram o caminho do carinho e pegam atalho nos ferimentos; na agressão ao coração. Há amores que erram por não saberem a hora de obedecer. Só tem um problema: é que a rebeldia e o erro me atraem de um jeito que não tem jeito. Parece que é no errado e no pecado que faço casa e me adapto. E me ergo. Te quis errado porque acertar não é meu foco. Minha meta é viver bem e feliz. Nem que seja por um triz da morte. Da dor.


[Fábio Chap] 

domingo, 3 de agosto de 2014

Acho que não perdi a minha característica mais legítima: se deixar levar e transbordar em algum canto. 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

“De tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas mudanças, sua extraordinária irracionalidade.” 

[Virginia Woolf]